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Contos Que Eu Te Conto: O Palhaço

André Luis





 Gosto de escrever e sem dúvida muitos de vocês que visitam meu blog sabem disso, mas sempre tive um gosto para romance ou drama e aqueles que me conhecem sabem que não prefiro escrever sobre terror, suspense ou algo do gênero, e o conto que irá ler agora, é revolucionário, tanto pra mim, quando pra vocês!


 Emily e Steve formavam um belo casal e Deus lhe deu dois presentes incríveis Sarah e Michelle suas duas filhas, frutos do casamento que completará naquele dia 20 anos. Steve estava aflito, ele havia reservado uma mesa num de seus restaurantes preferidos e que Emily adorava, sua mão suava e o telefone escorregava, ele tentava arranjar uma babá, e por sorte conseguiu, a amiga de confiança Elizabeth que conhecia o casal e já havia ficado com as crianças incontáveis vezes.

 Enquanto Steve terminava de se arrumar, Emily descia as escada, simplesmente bela, o grito da campainha chamaram sua atenção por ser um alívio, Elizabeth havia chegado. Steven foi até a porta e deu de cara com a simpática e bela Elizabeth, que mesmo aos 40 esbanjava beleza. Com a chegada de Elizabeth, Steve e Emily logo partiu para a noite romântica, enquanto Sarah e Michelle ficaram em casa com Elizabeth.

 Meia hora depois, as meninas já estavam quase que dormindo, Elizabeth via que tudo estava em ordem, aproveitando a situação foi até a cozinha tomar um café, descendo as escadas Elizabeth notou um palhaço de brinquedo estranho, ela não deu muita atenção e continuou indo para a cozinha.

 Ao saborear aquele café, que por sinal era divino, Elizabeth voltaria ao quarto para checar as crianças, ela passou por uma cadeira vazia e em breve subiria os primeiro degraus da escada até que notou algo extremamente estranho, ela se virou lentamente e olhou para a cadeira, o palhaço não estava ali... Ela subiu até o quarto, estava tranquila... Chegando no quarto o pavor tomou conta de Elizabeth, o palhaço estaria nos braços de Emily, embora achava que a menina teria descido e pegado o brinquedo ela insistiu em acordar a menina... Ela balbuciava de tanto sono, Elizabeth perguntou: Você pegou esse palhaço lá em baixo? A resposta foi no mínimo assustadora, ela não havia pegado palhaço algum...

 Elizabeth achava tudo aquilo estranho, mas que Michelle poderia ter pego para aconchegar a irmã e não acordaria a menina para ter certeza. Na sala, o telefone tocará, ela desceu correndo as escadas e atendeu:

 - Como estão a menina? Perguntará Steve
 - Estão bem! Pegaram no sono rápido. Respondeu Elizabeth
 - Geralmente elas não dorme assim tão rápido, qual é o seu truque? Steve brincava
 - Nenhum, elas só pegaram o palhaço, se sentiram bem com ele e dormiu. Ela respondeu
 - Espera!
 - O que?
 O silêncio no outro lado da linha era de deixar qualquer um aflito!
 - Não temos palhaço nenhum em casa!


 O medo tomou conta de Elizabeth! Steve falará algo na linha, mas era em vão... Melhor dizendo, já era tarde!


Contos Que Eu Te Conto - Café Reserva!

André Luis



 É comum a gente andar por ai e ver morador de rua, eles sempre estão no nosso dia-a-dia, em cada esquina em qualquer hora, não importa o tempo ou estação climática. Imagine no outono ou inverno, ou apenas em dias frios, se você não aguenta, imagine eles! Certa vez andando pela rua eu vi um morador de rua, ele dormia, já passavam das sete da manhã e o frio naquele dia era de simplesmente deixar qualquer um em casa, ao menos quem tinha. A padaria estava a poucos passos e ao passar por aquele homem deitado ao chão, eu me lembrava e questionava: Em um frio desse um café ou leite quente sempre é bom! Mas e eles? Simplesmente me perguntava.
Naquele mesmo dia, eu tomei meu café na padaria com um bom e velho bolo açucarado e nem ao menos sabia como ajudar aquele rapaz ou ao menos não enxergava a solução.

 Na manhã seguinte, o frio estava mais rigoroso ainda, mesmo com o bando de roupa e uma coberta de lã rasgada em alguns cantos, aquele homem, o mesmo homem sentiria o frio, sofria com ele, ao invés de me perguntar como ajuda-lo, apenas liberei minha mente para uma ideia, segui em direção a padaria! Eu pedi como sempre um café, como eu gosto, sempre com leite, e um dois pedaço de bolo açucarado e disse: Esses são pra mim. A atendente não entendeu, até por que sempre tomava café sozinho e ela não entendeu mais ainda quando paguei o preço de três café, e 4 bolos, e mesmo assim, sem entender ela perguntou: Por que está dando a mais? A resposta jamais viria em sua cabeça, eu olhei através da vidraça da padaria e vi um homem que acabava de acordar simplesmente se contorcendo de frio, assim como muitos de nós, olhei para atendente: Estou pagando este, e dois café reserva e 3 bolo reserva... Ai que ela não entendeu mesmo, achava que eu era um louco! Em poucos minutos aquele homem (eu apontei) virá aqui e pedirá um café... Por isso o café reserva.

 Em volta, algumas pessoas viam aquela atitude estranha, mas não inovadora... A moça em fim entendeu que os 3 cafés reserva era para alguém que não poderia pagar.

 Alguns minutos depois, não muito tempo, aquele mesmo homem foi até a balconista, ela o encarou, ele simplesmente disse: Quero um café reserva!







Aquela Garota - André Luis Silva

Lei-a o romance 'Aquela Garota' de André Luis! É gratuito, confira!







Ao fechar os olhos


Abaixo outros trabalhos, que contam com André Luis.
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Ao fechar os olhos
(In Memorian - 05-08) 
André Luís






Existe hoje, uma calma, que mudou o presente.
Existe hoje, algo que nos faz seguir e mudar.
Feche os olhos, e sente a calma da noite. As estrelas.
Espere agora... Que um dia abra-os novamente
-
Você caminha, a espera de que algo te espera lá no final
Mas preste atenção, amigo. Nada irá nos esperar lá.
Sente agora, os dias se tornam mais pesados
E viver se torna mais uma prova de força e luta.
-
Algum dia, veremos você vindo de longe, com algo na mão
Nunca saberemos quando você irá chegar ou que tem.
Gustavo existe um fim em tudo. Mas não temos mais nada.
O futuro que esperemos, se sente no vazio do manhã.
Ao fechar os olhos sentiremos tudo de volta.

Charlie, Acredite é Paisagem Escura





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Charlie, Acredite é Paisagem Escura (Charlie, Believe is Dark Landscape)
(In Memorian - 05-08) 
André Luís





Não há como explicar. Olhe para o horizonte
Procure o que seria pra você uma solução.
Não verá ninguém. Está sozinho como eu.
Na medida, em que o café esfriar. Sentimos a agonia.
Ele ainda não chegou. Sabíamos que não viria.
-
Que vida? Está escuro aqui! Charlie eu só vejo a escuridão.
E tudo que me fez e faz lutar por todos esses anos.
É de que um dia, a minha esperança tenha força.
Charlie, não queria somente sentir seu rosto.
Eu queria dançar como nunca, aquele tango
Dirigir uma ferrari, como ninguém.
Não é fácil ser cego, meu filho. Charlie acredite.
Mas é a vida, e quem disse que ela é fácil?

-
Eu era um herói de guerra, garoto... Me chame de Comandante
Eu era fiel, jurava bandeira, marchava em nome da pátria.
Eu queria me ver no espelho e cuspi no meu caráter de merda.
Que passos estou dando.
Charlie, oh! Charlie, eu queria andar sem essa bengala, sem esse óculos na cara
Querido Charlie, eu só quero voltar a vida.
-
Eu queria somente ver, em que ruas estou andando.
Charlie, Acredite é paisagem escura.
Tudo aqui é paisagem escuro.
Charlie, Acredite é paisagem escuro.
-
Eu sinto medo, um soldado, um comandante. Também tem medo.
Apesar, que não uso mais farda, nenhuma daquelas medalhas.
Mesmo tendo aquela pistola, não tenho como mirar.
Ou posso mirar para o lado errado e ser apunhalado pelas costa.
Eu não tenho mais família, eu não tenho mais paz.
Acredite. Charlie Acredite é paisagem escuro.
Não é tão bom, mas tenho medo de não voltar a enxergar.
O bom dessa vida, é que tenho um cara paciente, você!
Charlie, Acredite é paisagem escura.



Charlie, Acredite é paisagem escura (Charlie, Believe is Dark Landscape- É inspirado no filme Perfume de Mulher, em que Al Pacino, interpreta um ex combatente cego, e Chris O'Donnell, interpreta o cuidador jovem, Charlie.

Querido Harvey



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Querido Harvey
(In Memorian - 04-08) 
André Luís






Você esqueceu o caminho de casa... E sumiu em direção ao nada
Você perdeu o caminho, e viveu sem nenhuma solução.
Alguém ainda te espera em casa
Alguém ainda te espera em casa.
-
Com uma vela acesa, um porta retrato, um santinho do lado
A esperança segue por toda a vida... Deus está contigo Harvey
Ele me disse que estará sempre contigo.
Passa-se das horas, em que possamos esperar. Menino, não sorrimos mais.
-
Garoto, você era tão querido, por um time de futebol.
Han, sentimos falta de estar preso num trânsito cara de cidade caos.
Alguém ainda te espera em casa. Harvey
Alguém ainda te espera em casa, Harvey. Querido Harvey.
Alguém espera que você volta.
-
Você perdeu a fé em nós. Garoto não perca, ainda te amamos. Te esperamos Harvey
Você não nos ama mais? Mas ainda moramos nos mesmo bairros
Mantemos os mesmo apelidos... Ainda te esperamos. Ainda acreditamos.
Estamos ao lado do telefone. Que você ligue, que alguém ligue.
Só queremos perguntar ao menos Como vai você?
Se é que você me entende, existe isso ainda
Muitos Harvey por ai, que não se chama Harvey
Querido Harvey.

Fica Comigo, Tipo... Pra sempre


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Fica Comigo - Tipo... Pra sempre
(In Memorian - 03-08) 
 André Luís




Eu queria sim, e muito, estar ai agora.
Menina, eu sei que você espera.
Compreende meu amor, é o meu trabalho, eu sou assim
Você espera que eu chegue, bem antes do relógio bater o ponto final.
Durma minha linda... Sonhe que já estou ai.
-
Sonhe, que estou sobre a mesa, ao seu lado com uma xícara lotada
Eu sussurrava  brincando, menina, menina, te amo. Pra mim você é única.
Mas não passa de um sonho menina.
Deite, e chore se isso for ajudar, mas não tenha dúvida.
Sentidos... Tudo que eu tenho por você.
-
É um absurdo, eu sei... Lembre, você ainda vai desfilar pra mim.
Oh! Menina, não desconfie de alguém que faria de tudo por você.
De alguém que nunca te abandonaria no meio da noite...
Eu sei... Não sou um príncipe, mas você não é uma princesa.
-
Em meio a tudo que eu procuro, meu amor, adivinhe só
Eu fecho os olhos e não encontro nada, não vejo nada
É assim que eu me sinto sem você.
De meio a tanto sorriso, é do seu que eu preciso
Amo fica comigo? Tipo...
Pra sempre.

Caminhos e Estradas (02-08)

Essa curta produção, foi criada, em Fevereiro de 2011, e publicado originalmente, em diversos sites mundo. Escrito por André Luís Silva em especial aos amigos falecidos em Janeiro do mesmo ano, são eles: Gustavvo Vieira e Julie Renata Heckman. Essa é a segunda, das 08 parte de IN MEMORIAN.


Caminhos e Estradas 
(In Memorian - 02-08) 
 André Luís

(Dedicados aos amigos Felipe Butslof, Nínive Loriani, Gabriel Souza, Valter Vásquez, Reginaldo José, Vitor Augusto: Todos, caronas da vida. Valeu grandes)

Ãh, veja só! Quantos quilômetros andamos.
Quanto tempo e momentos que superamos.
A questão não era se tornar para sempre, mas fazer isso ser possível.
Afinal, começamos de uma rua sem saída, e chegamos à imensidão.
De uma estrada, onde não há iluminação. Como tornar isso eterno?
Como tornar esse caminho um mapa? Algo eterno... Nossos corações se tonaram GPS’s
Você segue reto, e dorme no caminho... Preste atenção! Não vale pegar atalho. É a vida.
Você não pode dormir ao volante, sem essa de vacilar e medo da distância.
Afinal, essa é uma estrada que não tem e nem terá saída.
Afinal, essa estrada, estará por toda nossa vida.
Você acredita que seus medos são maiores e para no acostamento.
Não esquente um dia alguém passa, e irá lhe dar carona.
Não se torture você vai bater, e haverá curvas, como a da morte.
Mas alguém sempre virá te guinchar.
Se é que você me entende.
A estrada é como a vida.




In Memorian, é uma publicação de 08 partes, criados por André Luís e Gustavvo Vieira, entre Novembro/2010 e Fevereiro/2011. Sempre destacando as lições de vidas, In Memorian, foi reposto em 163 blog pessoais (Alguns Deletados e Sem Autoria Original). Por tanto, In Memorian fora contado apenas em 06 vezes, atualmente conta com o Primeiro 'Eu Ainda te Amo' que na época fora retirado por ser profundo demais. Em 2012, os textos curtos fazem parte do Arquivo Pessoal de André Luís, assim como Contos Que Conto e Contos Que Eu Conto (Publicado no A.L.Space) e essa série de 08 postagens são dedicados aos falecidos Gustavvo Vieira e Julie (Renata Heckman). E uma especifica lista, mostrada anteriormente ao texto.

Contos que Eu Conto: Inocência do Coração

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O Contos que Eu Conto, hoje é bem curto.



Contos que Eu Conto: Inocência do Coração

AutorAndré L.

Por André L.


… Um menino de 10 anos estava parado, na frente de uma loja das sapatos olhando a vitrine e tremendo de frio. Uma senhora aproximou-se do menino e disse-lhe: “Meu pequeno o que você está olhando com tanto interesse nesta vitrine”.O menino então respondeu : “Estava pedindo a Deus que me desse um par de sapatos”. 
A senhora o tomou pela mão e o levou para dentro da loja, pediu ao empregado que l

he desse média dúzia de pares de sapatos para o menino. Perguntou ao empregado se poderia lhe emprestar um bacia com água e uma toalha. O empregado trouxe-lhe rapidamente o que pediu. A senhora levou o menino à parte traseira da loja, retirou as luvas, lavou os pés do menino e secou-os com a toalha. Então o empregado chegou com os sapatos, a senhora pôs-lhe um par deles no menino e os comprou-lhe. Juntou o outros pares e os deu ao menino. Afagou o menino na cabeça e disse-lhe: “não há dúvida que você se sente agora mais confortável”, o menino a abraçou, e quando ela já se voltava para sair o menino com lágrimas nos olhos lhe perguntou:
“A senhora é a esposa de Deus?


 Esse é o último dos selecionados de Contos que Eu Conto. Se você não leu os outros, não deixa de ver. Contos curtos e gêneros diferentes, lições de vidas, aulas do amor, aqui no Andre Luis Space - André Luís entraram com os versos de In Memorian, e você já pode ver o primeiro Eu Ainda Te Amo, são oitos versos lindos e homenageando grandes pessoas que passaram por sua vida. Os textos publicados aqui podem ser copiados e colados, mas como autoria do autor André Luís, o único que não se deve copiar é 'Aquela Garota'. A todos vocês um bom fim de semana e um ótimo feriado

Contos que Eu Conto: Feliz Surpresa

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Não deixe de ver, André Luís entrevista um fenomeno de Planaltina/GO. Click no nome Entrevista com Wesley Amaral Veja também fotos da visita de Edi Rock (Racionais Mc's) em Heliópolis. Edi Rock em Heliópolis
Dia 19 será publicado aqui, o último 'Contos que Eu Conto' e olha, a história é espetacular, você não pode deixar de ver. Enquanto isso, você pode enviar uma história (longa ou curta). Converse com André Luís adicionando-o no Facebook, click em seu nome.

Esse contos que eu conto, estava fora dos planos, mas nessa terça-feira, um amigo, completou aniversário, e lamento por ter sabido no dia... Bom, um feliz aniversário, e esse conto, foi um dos primeiros escritos por mim, em 2006. 

Não perca nesse domingo, o nosso último Contos Que Eu Conto.



Contos que Eu Conto: Feliz Surpresas

AutorAndré L.

Por André L.






 Temos um dia, apenas um dia no ano, especial a nós mesmos, comemoramos o dia em que se nasce, em anos diferentes, cada virada, uma nova vela, ontem foi 13, daqui a um ano 14, se acostumar? Quase ninguém liga na hora, mas sempre te lembram dizendo Ta ficando velho né! Os puxões de orelha, É sempre assim... Vai me dizer que no seu não é desta maneira?
 Passavam das sete da manhã, era hora de eu acordar, mas não era hora certa para a tamanha preguiça que rodeava  a vontade de ficar na cama era grande, que até parecia um grande sacrifício por um pé no chão. Virei um pouco a cabeça, e vi o calendário, logo deu vontade de ser levantar. Era o tão esperado dia, não era Natal, Pascoá, nem início de férias escolar. O quarto estava uma bagunça, até parecia que uma versão minuscula do Katrina tinha passado por ali.... Era bem provável que já era ninho de algum bicho, bom, pelo menos estava procriando ou ajudando. Bom, era meu aniversário, já até imaginava, que assim que eu chegaria a sala, um monte de gente, um bolo na mesa, várias garrafas Pets  que geralmente eram vazias, mas nesse dia estariam cheiona de refri, eu teria que assoprar quatorze velinha, só tínhamos velas, quando faltava luz, naquele dia, seria quatorze. Vai me dizer que você não fica feliz nesse dia?
 Emfim levantei-me e deixe o quarto, o corredor estava vazio, a ausência era a única presença, e o silêncio, o único som, aquilo foi profundo. Você tinha que ver, quase chorei quando na sala não tinha ninguém, não fiquei assim, tão triste, desde  a última vez que assisti Titanic.
 Eu andei por toda a casa, e a única coisa que vi, o que sempre tinha, mesa, fogão, quadro, televisão, eu, espelho, mas faltava algo além de um monte de caixa que estava em cima da estante, era minha mãe, meu pai, meus irmão... Com a mente que estava, passei a pensar que uma nava alienígena passou por ali e abduziu todos eles. Deve ter uma razão para não me levarem... Eu salvarei a humanidade.
 De tão triste que eu estava, eu sai, fui pra rua, tinha uma pequena quadra, no fim da rua, os moleque grandão não deixava eu jogar, mas eu me iludia assistindo aos jogos, pensando que algum dia serei como Ronaldo, ou serei grandão e eles, bem velhão. Mas ao chegar lá, nem os bebezinhos, nem os garotinhos, nem os jovenzinhos, nem os grandão, nem os velhões, só o Lucky. Lucky era especial, ele dormia comigo, tinha dias que passávamos o dia todo juntos, com ele, Lucky era um cão, que teria ganhado de meu avô. Com ele, eu fui na casa de parentes próximos, tias, tios, irmãos... Mas ninguém. 
 Eu voltei para casa, mas não entrei, estava tão chateado, que mal conseguiria ficar atento a alguma coisa que não seja pensar... Pensar... Chorar. Eu não entendo, era meu dia, meu pai devia estar ali, minha mãe devia estar ali, todos deviam estar ali, ás quatorze velas, e as garrafas Pets cheia. Mas só tinha uma, jogada na rua, e estava vazia.
 O sol era forte, e me torturava, bom, eu nem ligava, a tortura teria começado cedo, antes de bater o parabéns, que na real, nem teria. Queimava o chão e deixava o Lucky com língua pra fora. 
 Já era seis da noite, não acredito que todos tinha saído, ido a casa da vó Nice, e me deixado aqui, afinal, é meu dia. Estou igual Macaulay Culkin, Esqueceram de Mim, a minha sorte, é que não tinha nenhum bandido maluco querendo roubar minha casa, e meus pais não foram viajar. E eu queria estar em Nova York.
 Fazer o que? Está tarde, pelos pra mim, resolvi entrar. O escuro estava grande, teria esquecido de deixar uma luz acessa ou usar uma vela, afinal, não faria diferença. O silêncio continua encostado nas paredes, em cada canto da velha casa, Que chato. Eu precisaria da vela para ascender a luz. Vaguei pela longa escuridão, a imensidão de solidão. Bati em algo, parecia ser plástico cumprido e circunflexo, como um cego, fui arrastando a mão na parede, até ascender a luz. O flash da luz que bateu em meus olhos após sair da escuridão, quase me deixou sem visão, quando vi tal cena, achei que minha depressão era tão grande, que até sonhava, mas percebi que não era um sonho, quando ouvi....

Feliz Aniversário

Eu Ainda te Amo (01-08)

Essa curta produção, foi criada, em Fevereiro de 2011, e públicado originalmente, em diversos sites mundo. Escrito por André Luís Silva em especial aos amigos falecidos em Janeiro do mesmo ano, são eles: Gustavvo Vieira e Julie Renata Heckman. Essa é a primeira, das 08 parte de IN MEMORIAN.



André LuisEu Ainda Te Amo.

(IN MEMORIAN 01-08)


  André L.







Diziam que seria o fim do mundo, e nós ainda estava juntos.
Toda forma de arte que víamos juntos, hoje vejo sozinho.
Toda aquela coleção de Dan Brown na estante perderam espaço.
Foi o fim do mundo, e estamos sozinhos.
A gente nem percebeu quando o fim então chegou.

Estávamos tão interessando, por que vivíamos gritando
Tudo em nossa vida era só Rock and Roll.
E brincava quando Rod Stewart ficava doente.
A gente ria, quando o Brasil perdeu na copa e Itália foi campeã
Eu queria me lembrar de tudo, de cada segunda.
E depois me chamarem de loucos... Me chamarem de doentes.
Não é. Eu sei. Só que os pequenos detalhes se tornam gigantescos.
Que já não tem espaço para tudo na vida... No bau da memoria.
Bem, você lembraria, afinal, você decorava números de telefones
Enquanto eu tentava decorar o 180 de Premonições
Sentirei falta de alguém com um celular sobre a mesa.
De alguém que sorria toda hora... Só daquele lindo sorriso.
Então! Consigo decorar, que ainda te amo.